A NOSSA POSIÇÃO (CBMB) QUANTO AO CULTO QUE PRESTAMOS A DEUS

publicado em 20 de Julho de 2017 em omissionario.com orgão oficial da CBMB

I – O QUE É CULTO?

 

  O culto divino, pessoal é a expressão mais elevada da devoção cristã.
É supremo tanto em privilégio quanto em dever.


Nós os batistas, mesmo renovados, enfrentamos a necessidade urgente de melhorar a qualidade de culto ao Senhor, a fim de experimentarmos coletivamente uma renovação de fé mais profunda, esperança e amor como resultado da comunhão com um Deus Supremo.
O culto deve ser coerente com a natureza de Deus na sua Santidade, e sua palavra. Uma experiência, portanto, de adoração e confissão que se expressa com temor e humildade.
O Culto não é mera forma e ritual, mas uma experiência com o Deus  vivo, através da meditação santa e da entrega pessoa. Não é simplesmente um serviço religioso, mas comunhão com Deus na realidade do louvor na sinceridade do amor e na beleza da Santidade.
O culto torna-se significativo quando se combinam, com reverência e ordem, a inspiração da presença de Deus, a proclamação do Evangelho, a liberdade e atuação do Espirito Santo. O resultado de tal culto será uma consciência mais profunda da Santidade, Majestade e Graça de Deus, maior reverência e a ordem no culto, como ensina-nos o Apóstolo Paulo aos Corintos, primeira carta 14: 26 e 40.
“Seja tudo feito para a edificação”. “Tudo, porém seja feito com decência e ordem”.
Que haja também a convicção e a humildade, a consciência da santidade, Majestade, Graça e propósito de Deus.

 

II – QUAIS AS PARTES QUE COMPÕEM O CULTO DIVINO?

As principais partes são:

1 – Adoração a Deus
2 – Louvor

3 – Oração com ações de graça
4 – Leitura com reverencia e Pregação da Palavra de Deus
5 – Comunhão entre os irmãos
6 – A entrega de dízimos e ofertas

Ver: (I Cor. 14:26) e (Col. 3.16)

7– Ceia do Senhor
 

 

III – OS MAIORES OBJETIVOS DO CULTO.

               

Os objetivos principais são:

Adoração e louvor ao Deus vivo, Pai, Filho e Espírito Santo.

A edificação da Igreja do Deus vivo.

A proclamação do Evangelho da Redenção.

 

 

IV – OS PRINCÍPIOS QUE DEVEM REGER O CULTO:

A reverência

A ordem

A decência

A liberdade do indivíduo no Espírito Santo. (dentro da ordem e decência bíblica)

A participação inteligente do adorador

Os objetivos bíblicos

A moderação: (sem extremismo prejudicial)

V – COMO DEVE SER FEITO O CULTO A DEUS?

 Em virtude de nós da CBMB, não termos um culto litúrgico, é necessário que se tenha permanentemente com a forma do culto, para que não haja degeneração com excessivo emocionalíssimo e descontrole psíquico. Neutralizando assim a verdadeira ação do Espírito Santo.
Daí a importância do programa do culto, cuja elaboração de cingir-se aos objetivos bíblicos já apresentados. É necessário lembrar que tal programa deve ser flexível por causa da liberdade que nossas Igrejas dão ao Espírito Santo e aos seus membros. Contudo, que tal liberdade não seja evocada como justificativa da improvisação, ou da falta da “Ordem e decência”.

É atribuído ao Pastor ou dirigente que está à frente, na direção do culto orientar a programação do mesmo, tendo em vista o seu aspecto teológico, doutrinário e prático, considerando ainda a natureza diversa dos cultos: Ação de graça Evangelismo, Oração, Organização de Igrejas e aniversariantes etc.

 A DURAÇÃO DO CULTO: Deve ser planejada dentro de uma realidade de contexto da própria Igreja e do local onde a igreja se reúne.
Deve haver observância rigorosa quanto ao horário marcado para o início dos cultos, e flexível quanto ao horário previsto para o término dos mesmos. O Espírito está operando; mas cabe ao dirigente programar para o bem do trabalho do Senhor. O bom senso e a sabedoria de Deus são fundamentais para uma avaliação desse assunto.

 Além dos cultos da Igreja no templo há os cultos nos lares, domésticos ou individuais (o indivíduo a sós com Deus).
É natural que nesses casos não seja necessário que se siga rigorosamente a programação do culto no templo no tocante a todas as suas partes e duração ou outros aspectos mais próprios à congregação reunida.

Um culto racional: Aquilo que Paulo descreveu no capítulo 12 de Romanos, que envolve todas as capacidades racionais de uma pessoa: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” – Rm. 12:1.

 

 

                                                                                   EQUILÍBRIO EM USOS E COSTUMES

 

  O que Deus quer de nós servos seus, é uma vida equilibrada.. Jesus diz: Seja sal e luz. Tenha uma vida saborosa, iluminada e ilumine! Simples, purificadas de vinganças, amarguras e censuras construídas sobre o amor perdoador.
Que as relações com Deus sejam transparentes e vividas no secreto da vida, posto que não se baseia  no desempenho hipócrita de uma espiritualidade vazia formalista ou hipócrita.               

 Na vida da família ou da Igreja, que é a família de deus, tem que haver um relacionamento interpessoal com a mente e as emoções. Constitui um conjunto tremendamente equilibrado, que garante a todos nós uma vida balanceada. O radicalismo, ou extremismo sempre farisaico. ( A CURA DA MULHER ENCURVADA) (Lc. 13:10 – 17).

“Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas cada um de vós não desprende da manjedoura no sábado o seu boi ou o seu jumento para leva-lo a beber? Porque motivo não se devia librar deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abração, a que satanás trazia presa há dezoito anos?” Lc.13: 15- 16

 Os fariseus eram extremados, Jesus era equilibrado.
Qual é, portanto, a nossa posição, quanto a usos e costumes: O nosso posicionamento é praticamente de todos os batistas renovados, mesmo de outras convenções.

 

I – SOBRE O LAVA PÉS

 Entendemos que essa prática não é uma ordenança bíblica. Jesus usou o hábito oriental “Lava pés” para ilustrar uma lição de humildade e de espírito de serviço; bem como um vívido retrato da auto-humilhação de Cristo.

           

II – QUANTO AO ÓSCULO SANTO

 

Não tem base neo-testametária; como ordem ou doutrina. Trata-se igualmente de uma prática estranha a nossa terra brasileira.
Não tem caráter na Bíblia ordenatório para todas as igrejas de então e as que surgissem posteriormente.

 

III- SOBRE O CABELO DA MULHER

 

Entendemos que o apóstolo Paulo, neste texto de ICor. 11:1-16, não tem em vista implantar o uso de véu ou de cabelo comprido como mandamento bíblico para mulheres, mas  fazer com que as mulheres reconheçam a autoridade que o homem tem sobre as mesmas.
Usos e costumes, não são doutrina: Doutrina é imutável, é para o mundo inteiro (Evangélico), é claro. Eles variam de acordo com a cultura social, de cada região, cidade ou nação.
Em 1 Timóteo 2;9-14, Paulo não está condenando arbitrariamente todas as mulheres que usam cabelo frisado. Esta questão da “cabeleira frisada”, bem como outras ordenanças bíblicas, são orientações específicas para aquela  época, já que as mulheres utilizavam esses aspectos da moda com uma conotação carnal, uma forma de atração sexual. Penteados sofisticados, inclusive com fios de ouro e pérolas na cabeleira, como as mulheres de Corinto usavam, era desaconselhado por Paulo, e até reprimido. O padrão era a decência, não a ostentação. Chamava ele á atenção, no versículo 10, para o adorno com as boas obras.
Esse texto não afirma absolutamente que se as irmãs quiserem ser santas, terão de vestir-se como freiras. O que ele ensina é que precisa ter discernimento dentro do contexto em que vivem, precisa haver bom senso e equilíbrio. Todavia, nós rejeitamos à prática da mulher cristã de corta o cabelo no estilo, ou à moda, masculino, podendo apará-lo à altura dos ombros; nunca, porém,  tosquiar-se como faz o homem.
Precisam enxergar a diferença entre uma aparência caracterizada por carnalidade e uma que não é.
Na ocasião em que Paulo escreveu isso, ele estava condenando a prática feminina de vestir-se para seduzir, de mostrar-se sedutora em público, de chamar à atenção para si usando a sensualidade; isto é errado, é óbvio!
A determinação bíblica é a de que a mulher cristã deve arrumar-se de forma diferente, para a glória de Deus.
olhando o texto por essa perspectiva, sentimos que ele assume uma dimensão intemporal.

 

IV – OS ORDENAMENTOS PESSOAIS

 

Para nós, da CBMB, os ornamentos pessoais devem ser usados com sobriedade, isto é: bom senso e modéstia. Deve haver, em tudo, decência, simplicidade e sem finalidades ostensivos em si mesmos. Deve ser expresso com naturalidade; pois se trata da nossa cultura e da alegria saudável do viver cristão, sincero e aprofundado na palavra de Deus, no que concerne a um caráter cristão, verdadeiro e firme. Entendemos que o próprio Deus demonstrou, através da obra da criação, um acurado senso estético e manifestou o seu gosto pelo belo.

V – QUANTO AS VESTES

 

1º – A CBMB, quanto ás vestes:

 

 A CBMB, quanto ás vestes é contrária a utilização de leis ou imposições éticas.
A nossa posição é de que esse assunto seja tratado à nível de indivíduo, de família e de Igreja, base de uma orientação bíblica aplicada ao contexto em apreço. 

 Repudiamos, contudo, qualquer tipo de exagero ou excesso no comportamento do cristão nesta área, que seja prejudicial ao testemunho cristão e ao bom nome de Cristo e sua Igreja. Tal orientação deve ser formulada tomando por base princípios e critérios exarados no Novo Testamento.

 

 2º – Citemos alguns desses princípios básicos:

 

a) Cada cristão é templo do Espírito Santo e a Deus deve glorificar em todas as áreas da sua vida, inclusive no vestir-se (1 Cor. 6. 19-20 e Tiago 4;4).


b) Cada cristão é mordomo de Deus, e é auto responsável pela administração cuidadosa de todas as áreas de sua vida, com a saúde, influência social, seus talentos , seus bens materiais, sua apresentação pessoal, sua vida espiritual, etc.
c) Concordamos, que a realidade interior tem valor superior à exterior do cristão, de vez que enquanto aquela se consiste de valores e natureza moral e espiritual, portanto perenes, esta se reveste de aspectos matérias e sociais, portanto passageiros.
d) A realidade exterior da personalidade e do caráter do cristão deve ser, tanto quanto possível, uma genuína projeção dos elevados valores éticos do cristianismo aceito e cultivado no coração.
e) A maneira do cristão se trajar e ornamentar-se, deve objetivar duas realidades práticas quanto ao seu relacionamento social: Fazer boas obras e evangelizar.

 

3º – CRITÉRIOS FUNDAMENTAIS OU BÁSICOS:

 

                a) O critério da decência;
               b) O critério da boa ordem;
               c) O critério da modéstia e simplicidade;
               d) O critério do bom senso;
               e) O critério da não dispendiosidade ou da economia com reflexos na harmonia social e      econômica da Igreja;     

 

VI – SOBRE O LAZER

 

1º - Entendemos que uma vida normal inclui não só atividades como o trabalho, a religião, o estudo e os deveres domésticos, além dos outros, mas também o lazer.
2º - As atividades de lazer devem ser desenvolvidas, tomando por base a ética cristã, tendo em vista a recreação, do descanso e a alegria advinda de uma sábia mordomia do tempo que graciosamente Deus nos dá, sem prejuízo das atividades da Igreja e da guarda voluntária do domingo, conforme observando como o Dia do Senhor, segundo a tradição cristã e o ensino apostólico.
3º – Concordamos que as Igrejas devem procurar proporcionar aos membros de sua comunidade, principalmente às crianças, aos adolescentes e aos jovens, uma orientação constante nesta área e, sempre que possível, oferecer-lhes, elas mesmas diversas opções recreativas em suas instalações ou áreas de sua propriedade, apropriadas para esse fim.

 

 

Pr. Adailson Velasques